Paciência e tranquilidade definem o sucesso da amamentação

Paciência e tranquilidade definem o sucesso da amamentação

14 Setembro 2015 - 14:01
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Estado emocional da mãe pode interferir até na produção de leite

Na hora de amamentar, busque um lugar tranquilo e não se preocupe com horários [Crédito: Dreamstime]

Amamentar o bebê é um ato de amor e um vínculo único entre mãe e filho. Para quem nunca passou por isso, pode parecer a coisa mais natural do mundo. Mas a verdade, nua e crua, é que esse processo pode ser exaustivo, frustrante e bem difícil, podendo até causar o desmame precoce. O estresse e a ansiedade das mães são as principais inimigas de uma amamentação de sucesso e esses momentos são bem comuns no começo da lactação.

Eveline Duarte, coaching em amamentação e expert em alimentação maternoinfantil, acredita que a mãe moderna tem controle sobre seu trabalho, sobre o seu dia a dia, e não dominar o momento da amamentação pode ser desesperador e bastante estressante. “Ela tenta dominar o processo, entender a quantidade que o bebê está mamando, se o seu leite está sendo suficiente, se ele está ganhando peso, e porque o bebê chora... Nessas condições, a mãe diminui a quantidade de leite produzido e esse bebê sente fome, pois não mama corretamente e passa a chorar e ficar mais irritado durante o dia”, explica a coaching.

Por isso, o estado emocional da mãe conta muito para que ela consiga amamentar o filho o máximo de tempo possível. O aleitamento precisa ser tranquilo, calmo e extremamente prazeroso. Segundo Eveline, os bebês sabem o quanto precisam mamar, choram por desconfortos e por tentarem uma nova adaptação. 

“O ideal é que a mãe não se preocupe com o tempo de cada mamada e não fique se perguntando se o bebê está mesmo saciado. O próprio bebê demonstra o sucesso do aleitamento: faz xixi regularmente, mama de 2 em 2 ou 3 em 3 horas, ganha peso continuamente e tem um bom desenvolvimento. Na prática, uma forma de identificar uma boa mamada é quando o bebê relaxa no colo da mãe. Ele se entrega completamente”, explica a especialista.

Outra coisa importantíssima: respeite o tempo do seu pequeno. Nos primeiros dias, o horário das mamadas é desordenado e não existe um horário específico para elas. Por isso, o ideal é que a livre demanda aconteça até que o bebê se adapte aos horários, que são bem individuais. Esse intervalo pode acontecer de 2 a 4h, mas, cada bebê é único, e eles mesmos que determinam esse tempo. 

Pega X fissura nas mamas

A boa pega do bebê nos mamilos é essencial para uma amamentação prazerosa, tanto para mãe quanto para o bebê. Alguns já nascem treinadinhos e encaixam a boca como se já fizessem isso há anos. “A pega correta é aquela em que o bebê faz boquinha peixinho, com os lábios bem abertos. A sucção longa é a melhor forma de identificar se o bebê está sugando corretamente”, explica Eveline. 

Outros demoram um pouquinho, o que pode causar fissuras nos seios da mãe e, consequentemente, dores na hora de amamentar.  Se isso acontecer, evite interromper a amamentação. “O ideal é buscarmos alternativas para auxiliarmos no processo de cicatrização. Usar a bomba para retirar o leite e oferecer o leite ordenhado no copinho para que o bebê não sugue a mama com muita força e a machuque ainda mais é uma alternativa bastante eficaz. Para ajudar na cicatrização da fissura, o ideal é colocar o próprio leite materno na mama e deixá-la livre, sem abafá-la. Banho de sol direto na fissura por 10 minutos diários também é um ótimo aliado”, conta. 

Paciência, mamãe! Esse é um exercício constante que a maternidade traz. Mesmo as mulheres mais aceleradas acabam se tornando mais pacientes quando se tornam mães. E isso vale para a amamentação também. As mamadas do bebê ajudam a diminuir o sangramento pós-parto, assim como acelera a contração do útero para que volte ao lugar. Isso sem falar nos benefícios para o bebê, que se sente acalentado pela mãe e fica protegido de inúmeras doenças. Amamente!