Ogg Ibrahim: o paizão por trás das câmeras

Ogg Ibrahim: o paizão por trás das câmeras

03 Dezembro 2015 - 13:32
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Repórter do Jornal da Record é pai de 3 filhas e fala sobre os desafios de criar mulheres para o mundo

“Geralmente fico com ela quando chego do trabalho, no fim de tarde. Passeamos de bicicleta, vamos tomar sorvete, brincamos de boneca (rs). Ela me acompanha em quase todos os lugares em que vou, quando pode” [Crédito: Arquivo Pessoal

Quem vê Ogg Ibrahim no Jornal da Record, de terno e gravata, não imagina a aventura que é sua vida longe das câmeras. Além de jornalista, Ibrahim tem um outro talento: a paternidade.  O repórter é pai de Thaysse, 31 e Thassyane, 28, filhas não biológicas do primeiro casamento, que ele criou desde os 3 e 5 anos, e Mariah, de 4 anos, filha natural do segundo e atual casamento, com Débora.

Desde que ‘ganhou’ as duas primeiras meninas, ele levou o lance da paternidade a sério. “Elas precisam crescer aprendendo que o respeito por parte dos homens é essencial e que não devem se sujeitar às nossas ‘malandragens’. Faço-as entender a importância do companheirismo, do amor, do respeito, da cumplicidade e da gentileza,” diz ele.

Além de preparar as meninas para a vida dando seu exemplo como homem e pai, ele também acha que sua presença é fundamental. “No início, a criança ainda é frágil, absorve tudo com muita rapidez e qualquer passo que dermos de forma errada, pode marcá-la para sempre. O mais importante é ampará-las sempre, mostrar o quanto as protegemos e o quanto elas podem contar conosco”, acredita.

E antes que todo mundo pense que, pelas filhas serem mulheres, ele acaba as mimando, estão muito enganados! Ele é bem rígido quanto a isso e explica pra gente o porquê. “Mimá-las ou cercá-las de proteção demasiada pode torná-las fracas. Devemos ser fortes e resolutos para que elas também sejam. Devemos nos atentar que elas seguiram os nossos passos e aprenderão tudo o que fizermos numa repetição e assimilação dos nossos atos, principalmente nos primeiros anos de vida. E devemos amá-las como nunca para que elas tenham o amor em sua essência e aprendam a amar seus próximos”, confessa Ibrahim.

A experiência fez com que o repórter concluísse que  cada um tem sua forma individual e muito particular de tratar algum problema e cada situação que surge em relação aos filhos. Não há uma receita específica e hoje em dia, o papel de pai não deve ser visto como coadjuvante nem com limitações, tanto é que, na casa dele, as tarefas em relação à pequena Mariah são bem divididas entre ele e a esposa. “A gente age de acordo com a necessidade do momento, sem estabelecer tarefas individuais. É claro que, como minha mulher trabalha em casa, ela assume um pouco mais do trabalho, mas tento compensar quando chega meu momento de ficar com a Mariah”, revela.

Hoje, as mais velhas moram em cidades diferentes, mas mesmo assim, o contato é grande. Eles se falam constantemente pelo WhatsApp e, claro,  o Facebook também dá uma mão para acompanhar a rotina das filhas mais de perto. No dia a dia é com a Mariah que a diversão começa. “Geralmente fico com ela quando chego do trabalho, no fim de tarde. Passeamos de bicicleta, vamos tomar sorvete, brincamos de boneca (rs). Ela me acompanha em quase todos os lugares em que vou, quando pode. Nos fins de semana, abro mão do trabalho em casa pra me dedicar a ela, fazendo churrasco, brincando na piscina, passeando por aí”, fala o pai babão sobre a rotina com a mais nova.

Claro que, como homem, ser pai de três meninas já o fez passar por saias justas. “Em lugares que não tem um banheiro mais reservado onde possa entrar com ela, é complicado. Se há banheiro para deficientes, geralmente unissex, não tem problema. Mas uma vez tive de pedir para o garçom de uma lanchonete tomar conta dela enquanto eu fui aliviar a bexiga (risos)”, conta ele. Algum pai por aí já se viu nessa situação?

Geralmente dizem que meninas são mais grudadas com os pais, mas Ibrahim acredita que com a Mariah isso é bem dividido. No entanto o pai confessa que é um pouco mais permissivo que a mãe, o que faz se aproximar mais dele. “No geral, acho que as meninas se sentem mais protegidas sob a presença masculina do pai”, conta.