Teste de paternidade: entenda como é feito o exame de DNA

Teste de paternidade: entenda como é feito o exame de DNA

07 Março 2016 - 17:46
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Na vida, nem tudo acontece como esperamos e que graça teria a caminhada diária, se fosse composta somente de certezas e situações pré-estabelecidas?

Os resultados podem ser considerados 99,99% seguros [Crédito: Gwenaël Piaser / photo on flickr]

Nos tempos atuais, muito se tem ouvido falar em testes de paternidade, o famoso exame de DNA, que está presente por toda a parte, até mesmo em programas de televisão. O simples resultado de um exame de sangue ou materiais genéticos pode mudar toda uma vida, daí a necessidade da precisão no resultado de um exame tão importante.

O DNA é um material biológico presente em todas as células de um organismo, e varia de pessoa para pessoa. A análise consiste na coleta deste material do filho, da mãe e do pai. O material genético de uma pessoa normalmente é herdado 50% de cada um, portanto, a primeira análise consiste na comparação genética entre mãe e filho. Logo após, o material do pai é comparado ao do filho. Caso a carga genética do indivíduo que não está presente na mãe também não esteja no pai, a paternidade biológica fica descartada. 

Nas décadas passadas, falar em teste de DNA representava um grande tabu para a sociedade, mas o hoje o exame é visto como um meio seguro e eficaz de comprovar a paternidade. Até mesmo os equipamentos evoluíram: o sistema atual conta com a análise de 13 regiões de DNA por meio de sequenciadores de última geração. Apesar disso, para garantir a segurança do resultado, pode ser realizada uma segunda bateria de testes. O procedimento segue as normas da Justiça Brasileira, em caso de testes que tem a finalidade de comprovar a paternidade em processos judiciais. Porém, a decisão de aceitar ou não o resultado, cabe à Justiça. 

Algumas questões éticas circundam a realização do teste também. Comparecem-se para a realização do exame somente pai e filho, o mesmo só é realizado se a mãe estiver ciente do procedimento ou se o nome do pai constar no registro de nascimento do filho. Também, se estiver envolvido um indivíduo menor de 21 anos, será necessária a autorização da pessoa que detém o pátrio poder sobre o menor. Em todos os casos, os resultados podem ser considerados 99,99% seguros.