Eu me dei conta que era pai quando...

Eu me dei conta que era pai quando...

15 Outubro 2015 - 15:58
Publicado em:

Pais corujas revelam quais foram os momentos e descobertas mais emocionantes ao lado dos filhotes

Leandro e seu Benício: convivência forte no dia a dia estreita os laços entre pai e filho [Crédito: Arquivo Pessoal]

Ser pai, eis a questão! Há quem diga que a mulher se torna mãe logo quando engravida; o sentimento materno floresce. Já com o pai, o lance é na hora do nascimento. A questão é que em alguma parta da gravidez ou da paternidade, a ficha cai e aquele momento se torna único, especial e será lembrado para o resto da vida. Esse momento já chegou na sua vida? Conversamos com alguns pais que revelaram quando se deram conta de que eram pais de fato. Será que você se identifica com algum deles? Veja só:

Descobertas do dia a dia
Acho que o pai que acompanha de perto o crescimento do filho tem motivos para se emocionar e se surpreender todos os dias. Tenho essa possibilidade, desde que meu filho nasceu consigo dedicar um bom tempo a nós... E agora a caminho dos três anos, já não sei dizer o momento mais emocionante. O primeiro contato com ele fora da barriga é inesquecível, assim como as primeiras gargalhadas. Tive a sorte de estar com ele quando deu os primeiros passos, foi incrível! Simplesmente decidiu que não ficaria mais somente apoiado no sofá, e deu seus passinhos... Me emocionei! Você quer seu filho independente, descobrindo o mundo, e aquilo era um começo. Me emocionei também quando, de tanto pedir, ele disse "pa pa" pela primeira vez... Bom demais. Hoje ele me surpreende na maneira como simplifica algumas coisas que parecem complicadas: quando eu acho que algo será difícil de entender, me responde de uma maneira tão madura que me deixa sem palavras. Ou quando se machuca, e para me deixar tranquilo, diz que não foi nada. Vive me ensinando alguma coisa. Leandro Ribeiro, 32, empresário, pai de Benicio, 3.

Os primeiros passos
É engraçado falar sobre quando me dei conta de que era pai. Na real, minha ficha continua a cair até hoje. Claro que assim que houve o anúncio da gravidez veio aquele sentimento legal, porém, de desespero. Mas acho que o primeiro momento que bateu aquele sentimento incrível mesmo foi quando vi o Gael nascendo. Chorei muito de felicidade, igual a um bobo mesmo. E todos os dias que olho para ele ainda vem aquele pensamento: “Eu sou pai e minha vida mudou”. Quando ele deu os primeiros passos sozinhos também foi emocionante. Sempre sonhei em ver meu filho andando e bagunçando por aí, então ver ele andar foi realmente bem forte. Diego Fachini, 26, empresário, pai de Gael, 1 ano e 2 meses.

Tal pai, tal filha
Quando a barriga da mãe começou a ficar grande e quando segurei minha filha no colo, exatamente quando ela saiu da barriga, foram os momentos que fizeram eu me dar conta de que era pai. Mas o que mais me emocionou foi quando ela desenhou pela primeira vez com canetinha na minha perna e falou que era uma tattoo, me abraçou e falou que me amava. Fabiano Sassen, 38, pai de Valentina, 4.

Senso de responsabilidade mais aguçado
Quando chegamos em casa com o Leo, no dia em que ele nasceu, percebi o que era ter um filho e o quão dependente ele seria de nós dois dali em diante. Hoje, passados 8 meses, não consigo me lembrar de como era a casa sem ele. Acho que não existe um único momento emocionante, existem vários. Como pai não há nada mais gratificante e emocionante do que acompanhar o desenvolvimento do filho no dia a dia e perceber como ele reage e aprende diante das descobertas e desafios. O que mais me surpreendeu foi o senso de responsabiliade e sensação de dependência que só sendo pai para saber e entender. Nada pode ficar para depois e para educar não pode ser preguiçoso. Tem que estar sempre presente e participar. Bruno Gaggetti, 34, administrador, pai de Leo, 8 meses. 

Sorrisinho avassalador
Após 25 horas de trabalho de parto e praticamente 48 horas sem dormir, eu pensei que poderia descansar, enfim. Aí, em menos de duas horas, a enfermeira levou a nenê para mamar, ou seja, ali eu percebi que minha vida mudaria totalmente. Nós tivemos vários momentos tocantes, mas o mais marcante foi a primeira vez que ela sorriu para mim. Thiago de Souza Pinto, 31, economista, pai de Marina, 1 ano.