1º mês do bebê – A chegada em casa

1º mês do bebê – A chegada em casa

17 Junho 2015 - 09:29

As primeiras 24 horas de vida do bebê são extremamente intensas, tanto para o recém-nascido como para a mãe; tudo é novidade para os dois lados

Logo que nasce, o bebê tem uma rotina badalada: testes, exames, amamentação, novo ambiente, claridade, vacinas, etc.Enfim vocês estão prontos para começar uma vida nova, recheada de felicidades e descobertas. De começo, seu filho fará apenas três coisas básicas: chorar, mamar e dormir. Um recém-nascido mama de três em três horas (o que o faz acordar constantemente) e dorme cerca de 18 horas por dia, em períodos intercalados. As novas sensações podem ser assustadoras para o bebê, a começar pelos movimentos; ele estava acostumado a ficar apertadinho na barriga e pode se sentir inseguro quando perceber que não tem mais limitação de movimentos. Por isso, mantê-lo ‘amarradinho’ pode ajudá-lo a sentir-se mais seguro aqui fora. O sling também é uma boa ideia, pois deixa o bebê lado a lado com o coração e o calor da mãe, referência dele na barriga até então. Ainda na maternidade ele toma as primeiras doses de vacina: a BCG, que previne a tuberculose, e a hepatite A. Ao deixar o hospital, o bebê desincha e chega a perder até 10% do seu peso, o que é bastante normal. Durante o primeiro mês, as visitas ao pediatra são semanais e o peso é a principal fator a ser monitorado.  Em média, ele deve ganhar até 250 g em cada semana.

É tanta coisa que você quase nem se lembra de si! Logo após o parto, a mulher passa pelo puerpério (também chamado de quarentena). Durante essa fase, os hormônios entram em ebulição para fazer o útero se contrair e voltar ao normal. Essa mudança hormonal juntamente a nova rotina cansativa pode deixar as mães mais sensíveis, por isso algumas mulheres têm depressão pós-parto. Nesse período, as relações sexuais devem ser evitadas, assim como exercícios físicos. A amamentação também pode ser um pouco complicada; alguns bebês não pegam o bico do seio de primeira, mamam de maneira errada e isso pode machucar e até causar fissuras nos seios. Existem pomadas anestésicas para esse tipo de problema, mas só devem ser usadas de acordo com orientação médica. Uma boa dica é deixar os machucados respirarem, evitando o sutiã, e fazer compressas de camomila. O leite materno também pode demorar até três dias para descer, deixando os seios pesados, doloridos e com veias aparentes. Com poucos dias, você vai descobrir que o peito materno não é visto apenas como fonte de alimento, mas também como porto-seguro pelos bebês. Por isso é comum que alguns deles peçam pelo peito a qualquer momento. 

A hora da verdade

Parabéns, papai! Agora a brincadeira começou. Na maternidade, tudo é mais fácil, pois a qualquer dúvida, vocês podem contar com a ajuda das enfermeiras. Como pai, trate de encurtar as visitas, pois o bebê ainda não está preparado para essa vida agitada, e o casal precisa descansar, principalmente a mãe, que passou por uma cirurgia recentemente. Garanta que todos que cheguem no quarto lavem esterilizem as mãos. A chegada do bebê em casa não é nada fácil. Até Príncipe William confessou a um tablóide que os primeiros dias do primogênito George em casa foram mais duros do que a temporada no exército. Todo mundo está passando por adaptação: a mãe, que se recupera do parto e tem que amamentar, o bebê, que está aprendendo a mamar, chorar, sente fome e outros incômodos, e você, que a essa altura da história, tem que se manter 'normal' e calmo. Bebês são muitos sensíveis e sentem a tensão em casa. De fato, no primeiro mês a rotina do bebê será praticamente mamar e dormir, mas isso não exclui o pai da jogada, não. Trocar fraldas, dar banho, acalentar pra dormir e, principalmente, ajudar a mãe no que for preciso, é sua missão. Mães que fizeram cesárea têm mais dificuldade para levantar e sentar. Que tal acordar de madrugada para levar o bebê até ela? Faça sua parte!