Tomar pílulas sem saber da gravidez pode trazer consequências ao bebê?

Tomar pílulas sem saber da gravidez pode trazer consequências ao bebê?

27 Abril 2016 - 17:46
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Identificar uma gravidez normalmente não é uma tarefa difícil. Se considerados os sintomas e as situações de exposição pelas que a mulher passou, um simples teste de farmácia pode detectar se há uma gestação em curso. No entanto, existem casos em que a mulher não sente os sintomas tão fortemente e o resultado pode até não aparecer em testes de urina: apenas com um exame de sangue é possível detectar a gravidez. Em outras situações, a mulher pode continuar a ter um sangramento mensal parecido com a menstruação nos primeiros meses, e por isso, não notar que está grávida. Ao passar por isso, muitas mamães continuam a usar métodos contraceptivos, como as pílulas e adesivos anticoncepcionais, por não esperarem uma gravidez. Mas isso pode trazer consequências ao bebê?

Quais são os efeitos das pílulas em gestantes?

Pílula anticoncepcional
 
A dúvida que desperta a preocupação das mamães é se o uso de anticoncepcionais durante a gestação pode prejudicar o bebê. O método oral com pausa para menstruação é um dos mais utilizados pelas brasileiras. Como a pílula é ingerida diariamente, se a mulher continuar tomando a até cerca de um mês após a fecundação, o bebê não deve sofrer nenhuma consequência do uso. 

No entanto, após completos dois ou três meses de gestação, a pílula pode influenciar na geração dos órgãos sexuais do bebê. A formação desses órgãos acontece nessa fase da gravidez, e devido a grande quantidade de hormônios da pílula, ela pode afetar diretamente em seu desenvolvimento. 

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um dos métodos utilizados após o ato sexual para evitar uma possível gestação. Caso seja tomada de forma que não impeça a gestação (seja pela falha de eficácia ou por ser ingerida inadequadamente), a pílula do dia seguinte não traz prejuízos à saúde do bebê. Ela também não cumprirá seu papel de interromper a gravidez.

Pílula à base de progesterona

A pílula à base de progesterona é também conhecida como pílula de uso contínuo, pois não possui espaço de pausa para a menstruação. Esse método também não oferece riscos à saúde do bebê se ingerido nos primeiros dias ou semanas da gestação. No entanto, por se tratar de um medicamento contínuo, não há a menstruação como forma de controle. Então é necessário ficar atenta aos outros sintomas, e na dúvida procurar um médico e realizar um exame. 

Outros métodos

As injeções de progesterona e adesivos são aplicados no primeiro dia da menstruação. Nesses casos, então, é muito difícil que alguém utilize o método, pois a gestação interrompe a menstruação. Em caso de implantes, os médicos também costumam conferir se há uma gravidez em curso.

No entanto, existem mulheres que sofrem de sangramentos semelhantes a menstruação mesmo após terem o óvulo fecundado. Assim, o uso dos métodos contraceptivos após a fertilização pode acontecer sem que a mulher saiba que está esperando o bebê. A atitude a se tomar é a mesma dos casos de ingestão de pílula: ao descobrir, a aplicação da injeção ou adesivo deve ser interrompida. Se a mulher utilizar implantes, basta retirá-los.