Convivência entra bebês e pets: saiba como lidar

Convivência entra bebês e pets: saiba como lidar

24 Julho 2019 - 15:07
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Muitos pais têm receio de deixar que seus bebês convivam com animais de estimação. Há um estigma social de que esse relacionamento possa trazer prejuízos para a saúde do bebê, já que o seu sistema imunológico ainda é pouco resistente.

Convivência entra bebês e pets

Contudo, cientificamente falando, o contrário está mais próximo da realidade: o convívio entre bebês e pets pode trazer inúmeros benefícios para o seu pequeno. Por isso, se você já tem um animal de estimação e espera a chegada, em breve, de um novo integrante da família, talvez queira reconsiderar a possibilidade de se livrar do seu companheiro peludo.

Da mesma maneira, se você está considerando a adoção de um pet e tem um bebê em casa, precisa conhecer alguns dos pontos positivos mais relevantes dessa interação. Vamos lá!

 

Benefícios para o desenvolvimento do bebê

 

Quando as crianças crescem em contato com animais de estimação, os ganhos para o desenvolvimento físico, emocional e social são bastante significativos.

Não é preciso ir muito longe para encontrar diversos casos em que os pets, sejam gatos ou cachorros, contribuíram muito para estimular o bebê a engatinhar, dar seus primeiros passos e descobrir e fortalecer a própria capacidade motora.

Depois da fase de desenvolvimento inicial, a participação no cuidado de um animal de estimação é uma atividade que gera ganhos de caráter mais emocionais e sociais. Assim, esse tipo de convivência faz com que a criança se sinta mais integrada e valorizada no seio familiar.

Outro ponto positivo é o fato de que a criança, ainda que pequena, também passa a ser um dos responsáveis pelo cuidado do pet, criando uma percepção mais aguçada quanto ao bem-estar dos animais e pessoas ao redor. Empatia é algo mais fácil de ser ensinado através da prática e do exemplo.

 

Menor chance de adoecimento

 

Quanto à saúde, alguns estudos comprovaram que bebês que cresciam em lares com animais de estimação tinham menor probabilidade de adoecerem. O destaque recai nos gatos e cachorros, mas não exclui coelhos, pássaros e outros tipos de mascotes.

Além disso, ainda que existam benefícios independentemente do pet, os cachorros foram, de longe, os que mais evidenciaram a relação entre menos adoecimentos e a convivência com animais domésticos.

A razões que geram esses benefícios não ficaram muito claras, entretanto, acredita-se que a exposição aos pelos e outros resíduos animais que são naturais ao ambiente em que eles são criados dá uma força a mais no sistema imunológicos dos pequenos e, assim, a defesa do corpo consegue se adaptar mais rapidamente aos germes do ambiente.

 

Cuidados necessários para manter a segurança do bebê

 

Contudo, manter a atenção em alguns critérios que permitam uma convivência segura é fundamental para colher bons frutos desse relacionamento.

As idas constantes ao veterinário, por exemplo, bem como manter as vacinações em dia são tarefas que não podem ser negligenciadas quando se tem um bebê em casa que entra em contato com o animal diariamente.

Outro cuidado indispensável é a correta higienização dos locais em que o animal transita e vive, sobretudo, se ele for mantido na área interna da residência.