É preciso uma aldeia para educar uma criança

É preciso uma aldeia para educar uma criança

09 Abril 2018 - 20:31
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A Constituição brasileira determina que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de assegurar com absoluta prioridade os direitos da criança, do adolescente e do jovem. Portanto, todos somos responsáveis pelo pleno desenvolvimento da criança. Quando os pais e as famílias sentem-se amparados pela comunidade e pelos agentes sociais e governamentais, eles têm melhores condições de apoiar o desenvolvimento dos seus filhos, cuidando, estimulando, mostrando os limites por meio do afeto. Veja a seguir algumas das possíveis. contribuições de cada um dos atores para o desenvolvimento pleno das crianças na primeira infância.

Infografico

Durante a gestação

Gestante:
Buscar informação, comparecer às consultas de pré-natal e se apoiar na rede de relacionamento podem auxiliar a gestante a sentir-se segura e acolhida, afinal, o desenvolvimento da criança tem início na gestação. Ações como acariciar a barriga, falar, cantar e ler para o bebê vão contribuir para a construção do vínculo e para o desenvolvimento do bebê.

 

Pai do bebê/companheiro (a):

Participar ativamente da gestação: acompanhar as consultas de pré-natal, colaborar nos preparativos para a chegada do bebê e nas tarefas domésticas. Manter um diálogo saudável e acolher a gestante, oferecendo- lhe apoio, carinho e atenção, também favorecem o desenvolvimento do bebê. Falar, cantar, ler e acariciar a barriga da mãe contribuem para a construção do vínculo.

 

Familia Ampliada

Colaborar nas tarefas domésticas, nos preparativos para a chegada do bebê, no suporte emocional à família grávida, sempre em sintonia com o desejo dos pais, podem ser atitudes muito valiosas nessa etapa. Ações simples fazem toda a diferença para que os pais se sintam amparados.

 

Profissionais:

Adotar práticas intersetorias e ampliadas, de atenção às famílias grávidas, garantindo orientação e cuidados adequados. Avaliar a rede de suporte, a aceitação da gravidez, além de abordar aspectos essenciais ao desenvolvimento integral do bebê (físico, emocional, social e cognitivo) são boas práticas nesse sentido

 

Empresas

Garantir boas condições de trabalho a gestantes, mães e pais de crianças, especialmente até os 3 anos de vida, respeitando os direitos dispostos na CLT e nas leis, como a ampliação das licenças maternidade e paternidade*.

 

Ongs:
Contribuir para o desenvolvimento da primeira infância, conscientizando a sociedade, atuando em parceria com atores públicos para implementação de políticas e qualificação dos serviços e advogando pela garantia dos direitos das crianças e atenção às famílias

 

Gestores Públicos

Propor projetos, priorizar serviços e iniciativas voltados à gestante, que a coloque como prioridade no desenvolvimento de programas, na formação dos profissionais e na formulação de políticas públicas.

 

Sociedade:

Participar ativamente na construção e implementação de políticas públicas, em sintonia com as garantias previstas na legislação, cobrando o acesso e a qualidade dos serviços prestados a gestantes.

Do nascimento aos três anos.

Pais/adultos de referência da criança
 

Adotar práticas que reconheçam as necessidades da criança nos seus diferentes estágios do desenvolvimento, levando em consideração a importância do cuidar, estimular, educar, amar, impor limites, fortalecer a autonomia, preparando-a para os desafios e oportunidades presentes e futuras.

 

Familia Ampliada

Reconhecer seu papel fundamental como colaboradora ativa no processo de desenvolvimento das crianças, interagindo positivamente com elas e em sintonia com os pais. Para que assim, a rotina e as regras estabelecidas estejam de acordo especialmente com as necessidades das crianças.

 

Gestores públicos

Assegurar a prioridade absoluta dos direitos da criança, estabelecendo políticas, planos, programas e serviços que atendam às necessidades da primeira infância. Garantir uma avaliação da qualidade e dos resultados dessas políticas, bem como orçamento e transparência dos investimentos.

 

Empresas

Garantir boas condições de trabalho aos pais, especialmente de crianças de até 3 anos de vida, respeitando os direitos dispostos na CLT, Constituição Federal, Marco Legal, entre outros.

 

Sociedade

Participar ativamente na construção e implementação das políticas públicas, em sintonia com as garantias previstas na legislação, cobrando o acesso e a qualidade dos serviços prestados a crianças e suas famílias.

Fonte: http://www.fmcsv.org.br/