Pediatra responde as maiores dúvidas sobre recém-nascidos

Pediatra responde as maiores dúvidas sobre recém-nascidos

14 Outubro 2015 - 14:07
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Ler sobre o assunto, pesquisar e conversar com especilistas são as melhores maneiras de se preparar para a chegada do bebê

Cuidados com os recém-nascidos ainda são o maior desafio para muitas mães [Crédito: Dreamstime]

Você pode passar a gravidez inteira se preparando, estudando e tentando entender como funciona a vida do seu futuro bebê. Mesmo assim, quando ele vier ao mundo, vai se surpreender com as dúvidas que terá. As questões sobre a vida dos recém-nascidos, principalmente com pais de primeira viagem, reinam nos consultórios. Para te ajudar a ficar mais preparada, pedimos ajuda ao gerente do pronto-socorro do Hospital Infantil Sabará, Felipe Monti Lora, que deu as respostas para as principais dúvidas das mães. Olha só!

Qual teste do pezinho devo escolher na maternidade?
O teste mais básico e obrigatório já tria as doenças mais frequentes e passíveis de atuação desde cedo. Porém, conforme vai se ampliando o espectro de doenças pesquisadas, temos a possível detecção de outras patologias, muitas de cunho neurológico, que se não pesquisadas só serão percebidas após o aparecimento de sintomas traumatizantes para pais e bebês. Assim, quando houver a possibilidade, vale investir no teste mais amplo possível, dentro dos comumente oferecidos.

Como aplicar os cuidados mais básicos do dia a dia?
Em geral, as maternidades têm enfermeiras aptas a ensinar cuidados iniciais, como o banho e a amamentação, que podem requerer alguma habilidade para posicionar, facilitando o conforto e protegendo a cabeça por exemplo. Especificamente quanto à amamentação, existem diversas técnicas de estímulo tanto para mãe quanto para o bebê e as dificuldades devem ser vistas em conjunto na primeira consulta pediátrica que deve ocorrer até 1 semana após a alta hospitalar. A higiene bucal deve ser feita apenas retirando excesso de leite com gaze estéril após mamadas. A pele em geral não requer qualquer hidratante e a descamação é natural, passando em algumas semanas.

Como sei se está tudo normal com meu filho?
Claro que isso depende do acompanhamento pediátrico. Um bom indicador é o peso da criança. Muitos dos casos que não vão bem, têm dificuldade em ganhar peso nos primeiros meses de vida. O apetite também é um sinal indireto. Aprendemos com médicos antigos a máxima "a criança que come está salva". Outros fatores são difíceis de se avaliar isoladamente. É muito comum os pais se preocuparem com a evacuação do bebê. Não se tratando de uma diarreia ou saída de sangue (sinais mais graves), os aspecto de cores das fezes são diversos e o número de evacuações podem variar até 6 vezes por dia

Precisa dar banho de sol quando sai da maternidade?
O banho de sol tem duas funções. Tratar os casos em que as crianças apresentam icterícia (especialmente nas primeiras semanas de vida) e ajudar o organismo a produzir vitamina D. Para tal, é importante que seja feito em torno de 15-20 minutos por dia, em horário que o sol não seja agressivo à pele, mas também não seja tão fraco a ponto de não surtir efeito. Sugere-se por volta das 10h ou das 16h. Basta expor uma parte do corpo do bebê como braços e pernas e já é o suficiente. Lembrando que não deve haver vidros entre o sol e a criança!

Mãos e pés gelados significam que o bebê está com frio?
Em princípio, não. Claro que há um limite. Não estamos falando de pontas dos dedos roxas! Mas em geral, trata-se de uma questão de circulação do sangue de extremidades em amadurecimento. O frio no bebê pode ser visto pelo incômodo da criança, mais chorosa, com o queixo tremendo e na pele que fica rendilhada, com aspecto visual marmóreo. Já o calor pode ser percebido pela pele avermelhada, algum suor em dobras de pele como o pescoço e o mesmo incômodo de choro.

E quando chora? Como sei o que acontece?
Cada pai e mãe conhece seu filho e com o tempo vai aprendendo o que é choro de fome, sono, dor, manhã, etc. No início um bom check list é: fome, fralda suja, calor ou frio!

Se tiver febre, o que faço?
A febre sem outro sinal ou sintoma em crianças saudáveis é mais preocupante se o bebê for menor de 2 a 3 meses pois suas defesas imunológicas ainda não estão maduras. Nesses casos quase sempre exames serão necessários e pode-se procurar um pronto-socorro. Acima dessa idade a conduta varia com antecedentes da criança, temperatura da febre, etc. O melhor é contatar seu pediatra. Vale lembrar que a febre pode ser medicada conforme orientação de seu médico. É muito comum a conduta de não medicar para o médico avaliar melhor. Isso não é necessário. A avaliação e exame físico da criança afebril é mais fácil, melhor, e a criança sofre menos!