Mães revelam o que levam em conta ao escolher o pediatra

Mães revelam o que levam em conta ao escolher o pediatra

14 Setembro 2015 - 16:14
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Disponibilidade, simpatia e experiência estão entre os quesitos

Disponibilidade em horas de emergência é um dos quesitos para acertar no pediatra [Crédito: Dreamstime]

Assim como o obstetra acompanha toda a gestação e vira praticamente um membro da família, o pediatra tem a mesma missão na vida do bebê e dos pais. Ao sair da maternidade, alguns pediatras pedem para ver o recém-nascido toda semana. Depois essas visitas começam a se espaçar para cada dois meses, dependendo do bebê e da recomendação do especialista. Por isso, não é só as habilidades e o diploma que contam. No dia a dia, outros fatores devem ser levados em conta, já que a convivência com ele será grande.

Muitas mães escolhem o pediatra antes mesmo do bebê nascer e essa precaução é muito bem-vinda, já que a primeira visita tem que ser feita ainda nos primeiros dez dias de vida. E acredite: marcar consulta para recém-nascidos pode ser bem complicado. Alguns consultórios têm lista de espera e outros estão lotados. Por isso, por volta do oitavo mês, já é bom começar a pesquisar profissionais e até vistá-los. E, claro, quem não tem convênio, deve levar em conta o valor da consulta, já que elas serão bem frequentes. 

“O mais indicado para a segurança dos pais é pegar uma referência, alguém que já conheça o pediatra e o indique. E como as visitas são frequentes, seria legal se a localização física favorecesse também”, explica Wylma Maryko Hossaka, pediatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Para te ajudar nessa missão, nada como dicas de mães que já tiveram sucesso na escolha e outras nem tanto. Veja só:

Disponibilidade
“Um pediatra tem que disponibilizar um telefone pessoal ou uma forma de contato na hora da emergência, mesmo que seja de madrugada. É  bom saber que temos com quem contar a qualquer hora do dia, caso nosso bebê precise de alguma coisa. Isso de ligar e só dar caixa é desesperador”. Fernanda Dias, mãe da Olívia, 3 anos.

Empatia é fundamental
“Eu vejo várias coisas além do profissionalismo e competência. Tem que ter empatia, sim! Avalio como ele trata não apenas a criança, mas os pais também. Mesmo em dúvidas mais simples, o pediatra tem que ter paciência, esclarecer sem banalizar, sabe?”. Mariana Fonseca, mãe da Duda, 3, e do Miguel, 8 meses.

Experiência e atenção
Eu já tive 3 pediatras e espero não trocar mais, mas foi difícil achar um que fosse o ideal para a minha família. Quando tive meu primeiro filho, Juan, levava em questão se o pediatra me dava dicas de como agir, conselhos e direcionamentos em relação à criação. Achava isso muito importante. Quando tive o segundo, Martín, as coisas começaram a complicar, pois ele só atendia um dia por semana e quase nunca tinha horário para levar os dois. Mudei de pediatra por conta disso. Meu segundo filho precisou de mais atenção no começo, e a segunda pediatra, certo dia me deixou na mão. Tive um problema, liguei para ela e ela disse que não daria para atendê-lo. O atual foi uma indicação e deu muito certo, principalmente por ser experiente. Meu caçula teve problemas de alimentação e esse médico, que tem um método não convencional, foi o único que acertou com Martín”. Mariana Rafaelli, mãe de Juan, 3 e Martín, 1.

Preferência da criança
“Escolhi meu pediatra logo depois que meu filho nasceu e permanecemos com ele até o primeiro ano. Tive que mudar quando a pediatra saiu da cidade. A segunda escolha foi difícil, pois meu filho relutava com outros profissionais, principalmente quando tinham que fazer exames mais profundos, como olhar a garganta, por exemplo. Thiago berrava, chorava, era um horror. Nem podia dizer que íamos ao médico.Passei por isso até encontrar um que meu filho se sentisse confortável e não berrasse. Então no final, a escolha foi mais dele do que minha”, conta Thaís Souza, mãe de Henrique, 7.