Devo dar chupeta ao meu filho?

Devo dar chupeta ao meu filho?

05 Março 2016 - 14:18
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A chupeta ou bicos podem trazer bem-estar mas a melhor sucção é a das mamas maternas, que leva ao desenvolvimento dos ossos e músculos da face e mastigação, assim como a oclusão dentária.

Potencial para modificar a arcada dentária

Em inglês, o termo usado para se referir à chupeta é "pacifier" que, na tradução literal, significa pacificador. É exatamente com o intuito de acalmar o bebê que os pais recorrem a tal objeto e o introduzem na rotina do seu pequeno. Isso porque a sucção nutritiva é uma função essencial para a sobrevivência do recém-nascido, já que lhe garante a obtenção do alimento. Porém, logo as mães percebem que a ação de sugar não só nutre como também gera uma sensação prazerosa. Como resultado desse bem-estar, a tendência é que o neném fique mais tranquilo.

No entanto, é importante lembrar que qualquer artifício usado para alterar o comportamento natural das crianças traz vantagens e desvantagens. 

Os prós e contras da chupeta são muitos e devem ser postos na balança pelos pais antes deles tomarem uma decisão final. Esse recurso ajuda a regular o horário do bebê, já que elas associam o movimento de sucção ao momento de dormir e mamar. No entanto, os médicos não recomendam recém-nascidos chupem chupeta por causa do risco deles aspirarem o vômito. 

Um dos grandes problemas desse dispositivo, especialmente por um período prolongado, é o seu potencial para modificar a arcada dentária. Por isso, prefira a alternativa ortodôntica. Estudos comprovam também que a chupeta faz com que os bebês acabem ingerindo mais gases, o que pode agravar as cólicas.

Recomendações do Ministério da Saúde

Para evitar que o hábito da chupeta não interfira com a frequência da amamentação e nem desestimule a sucção nutritiva, o Ministério busca fiscalizar o cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância (NBCAL). Entre as medidas defendidas pelas autoridades é a proibição de qualquer tipo de propaganda de produtos que concorrem com o aleitamento materno como chupetas, bicos, mamadeiras, fórmulas infantis para lactentes, entre outros. A Lei está em vigor em seu formato desde de 2006 e proíbe a divulgação dos itens em todo o meio de comunicação. Ela veta ainda as diversas formas de promoção de tais artigos como cupons de desconto, brindes e promoções, por exemplo.

A intenção é avaliar com eficiência a política de comercialização de uma alimentação adequada para cada etapa da vida.